Crise Financeira é Resultado da Corrupção

10/11/2016

Alumini atrasa pagamentos do processo de recuperação e pode ir à falência

Snox-Rnest
Foto divulgação 

Por Olheinfo – Empresas envolvidas em crimes sofrem as consequências da aquisição dos contratos fáceis selados pela corrupção. Na verdade, um comportamento doentio praticado há anos no Brasil pelos políticos e empresários; que envolve indiretamente os trabalhadores e os recursos públicos. Lamentavelmente a solução é a justiça do homem, o uso das leis, para combater a degradação do patrimônio público. A Operação Lava Jato, muito bem emprega, se mantiver a excelência no exercício legal; o Brasil poderá vencer está crise nos próximos 10 anos.

 

É inevitável que haja justiça – prisões, processos de recuperação judicial, bloqueio de bens etc. Sem a justiça, o Brasil invés de ter a oportunidade de crescer, estaria condenado à falência total de seus recursos financeiros e patrimônios. É tempo de limpar! Sabendo que, mesmo com toda efetividade da Operação Lava Jato, o Brasil demorará décadas para extirpar o poder político com comportamento corrupto.    

 

O País passa por um momento duro e muitos trabalhadores sofrem na pele não só as consequências do amplo crescimento do desemprego, mas também os atrasos de pagamentos e rescisões a que tinham direito. Na esteira da crise do setor de petróleo e da conturbada situação das empreiteiras no País, fortemente impactadas pela corrupção política e muitas delas deflagradas na Operação Lava Jato, há milhares de operários e profissionais capacitados em luta contínua para conseguirem seus direitos; mas nem sempre o horizonte mostra as respostas que todos gostariam de ouvir. Um caso claro disso é o da Alumini Engenharia (ex-Alusa), que não quitou os pagamentos que tinha combinado por meio do processo de recuperação judicial até o início deste mês e pode acabar tendo sua falência decretada, já que a situação já foi informada pelo administrador judicial à Justiça.

 

A empresa tinha até o dia 3 de novembro para quitar dívidas com fornecedores e cerca de 5 mil trabalhadores que atuaram em obras pelo País, mas não efetivou os pagamentos. A Deloitte, que ficou responsável pela administração judicial do processo, mandou um email lacônico para os credores, em que sentenciava o calote por parte da Alumini:

 

“Prezado, o plano de recuperação judicial aprovado no ano passado prevê o pagamento integral até o dia 03/11/2016. Infelizmente, a Alumini não efetuará os pagamentos hoje (3/11). Informaremos o juiz, que tomará as medidas cabíveis”.

 

As dívidas da empresa seriam da ordem de R$ 762 milhões na época do fechamento do plano de recuperação judicial, mas não se sabe o montante atual, sendo que a principal expectativa dela para quitar os valores com os credores e trabalhadores eram ações contra a Petrobrás na Justiça.

 

A empresa tinha três grandes contratos com a estatal brasileira, todos para a Refinaria Abreu e Lima, onde tinha ficado responsável pela construção da Casa de Força (em que esperava receber R$ 760,3 milhões), a unidade SNOx (com expectativa de receber R$ 421,3 milhões) e as unidades da carteira de enxofre (em que esperava conseguir R$ 490,6 milhões), somando mais de R$ 1,672 bilhão, segundo seu plano de recuperação judicial aprovado pela justiça em 20 de janeiro de 2015.

 

A situação é complicada, porque a companhia alega ter tido duras perdas nos últimos anos nestes contratos com a Petrobrás, mas ao mesmo tempo foi citada em investigações relativas à Operação Lava Jato e foi suspensa do cadastro da estatal por dois anos, além de ter tido seus contratos rescindidos unilateralmente pela companhia, o que complicou bastante o processo de retomada da credibilidade e de conseguir reaver valores na justiça.

 

Como o plano de recuperação da empreiteira era lastreado principalmente nestes contratos, a falta de definição na disputa entre as duas partes complicou o processo e agora a falência bate à porta da companhia, que vem evitando comentar o assunto. O Petronotícias tentou ouvir a empresa, mas não obteve resposta. Tentou ouvir a própria Delloite, mas a assessoria de imprensa da empresa afirmou que não é costume da Delloite comentar casos de seus clientes ou de qualquer outra empresa.

Fonte: http://www.petronoticias.com.br/archives/91545