Ela Faz História, com Facebook e Instagram

29/06/2016

Facebook e Instagram criam iniciativa para empreendedoras

facebook g1
Foto: Divulgação/Facebook

 

As redes sociais Facebook e Instagram lançaram nesta quarta-feira (22/06/16) uma iniciativa para impulsionar o empreendedorismo entre as mulheres. Chamado de #ElaFazHistória, o programa conta com parceiros como ONU e BID, além de ONGs feministas como o Think Olga. A atuação ocorrerá por meio de oficinas para melhorar a saúde dos negócios conduzidos por empreendedoras, a disseminação das histórias de sucesso de mulheres e até prêmio para reconhecer as que se destacam.

 

Para os organizadores, o programa pode ajudar no empoderamento de mulheres. Nesse contexto, avalia Camila Fusco, diretora de empreendedorismo da América Latina do Facebook, abrir um negócio próprio ajuda a reduzir a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres, receberam 80% do salário dos homens em 2014 --em 2013, esse índice era de 79,5%. O avanço, apesar de existir, é lento. Tanto que, segundo a ONU, a equidade de condições entre homens e mulheres ainda vai demorar 80 anos para ocorrer. A previsão não considera só renda, mas também condições de trabalho e ofertas de oportunidades educacionais e sociais.

 

"Com todo esse cenário, é bem óbvio que muitas mulheres encontrem no empreendedorismo uma saída", diz Nana Lima, diretora de projetos do Think Olga. Segundo o Sebrae, as mulheres já são 49% do empresariado em fase inicial.

 

Apesar de já ombrearem com os homens, as mulheres, diz Nana, ainda se aventuram no mundo do negócio próprio "por necessidade, não por oportunidade". Seja para complementar a renda do marido ou para sustentar a casa. Isso faz com que elas não procurem regularizar sua situação. Sebrae aponta que 8 milhões são formais, mas a Rede Mulher Empreendedora indica que o contingente de informais chega a 22 milhões.

 

Seja em que condições o surgimento do negócio se dá, para Fusco, "mulheres têm maior propensão de investir o retorno do negócio na família e na comunidade". "Quando você dá ferramentas para as mulheres, a gente abraça e devolve para a sociedade", diz Nana. No Facebook e no Instagram, o número de páginas de negócios criadas por mulheres dobrou em 2015, assim como as mensagens enviadas a elas.

 

Por isso, o #ElaFazHistória terá ferramentas online tanto do Facebook quanto de parceiros para ampliar a capacidade de administração das empreendedoras. Além de ONU, BID e Think Olga, faz parte da iniciativa a Escola de Você. Também haverá oficinas presencias em Recife (01/07), Porto Alegre e Belém (agosto), Brasília (setembro) e São Paulo (outubro).

 

Outro braço do programa vai expor exemplos de mulheres bem sucedidas, com o propósito de criar heroínas em que outras possam se espelhar. Para isso, focarão as conquistas em vez dos atributos físicos e quebrarão estereótipos com que as biografias delas são construídas. Ou seja, saem adjetivos como "maternal" e até "bitch", entram outros, como "competente" e "persuasiva".

 

Entre as histórias estão a de Zica de Assis, ex-empregada doméstica que criou o Instituto Beleza Natural, que desenvolve os próprios produtos para tratar cabelos crespos e cacheados e emprega 4 mil pessoas, e a de Milena Curado, do Clube do Bordado, que coloca presidiários para costurar. "Hoje, eu valorizo não só o empreender mas o dar oportunidade para quem não tem", diz Milena.

 

Também haverá um prêmio em parceria com a revista "Pequenas Empresas e Grandes Negócios". Essas informações estão na página da iniciativa fb.me/elafazhistoria.

 

Fonte G1