Nós Trabalhamos ou Servimos?
01/05/2017

Muitos trabalham, outros procuram emprego e alguns servem; quem está certo? Não há errado, apenas a visão diferente.




Com base no entendimento pessoal, cada indivíduo age e chega a conclusões diferentes da mesma coisa, pois não têm o mesmo princípio, a mesma cultura, a mesma visão e motivação para conquistar resultados; isso não diferencia o certo do errado, ambos podem ter razão! A diferença de servir e trabalhar é muito sutil, como também os resultados dessas ações. Servimos e colaboramos de forma espontânea ou trabalhamos como empregados por obrigação.



Há grande diferença entre servir, trabalhar e/ou ser empregado. Geralmente quem trabalha e se dedica ao emprego é aquele que está focado na tarefa, no salário e horário a cumprir, é o cumpridor de obrigação – no trabalho, chega e sai na hora exata (às vezes chega atrasado, mas na hora de sair, 5min antes já está pronto); recebe seu salário que, mal administrado, quase nunca o sustenta; sua motivação compromete a equipe e sua preocupação o sufoca. Já os que estão dispostos a servir não se preocupam com o salário, hora de entrar e sair; sempre chegam na hora (ou minutos antes), são os últimos a saírem; seus salários valorizados rendem mais, sua motivação contagia e os resultados sempre são prósperos. Por que será?

 


A diferença está no entendimento individual dos pormenores de como realizar as ações, de como entendemos a vida e a existência; e também o como planejamos, realizamos e gerimos esse processo ao longo do tempo. Nós vivemos em um ambiente que tudo e todos colaboram com o talento uns dos outros, seja qual for; nós escolhemos o como colaborar. Por isso nós decidimos se queremos trabalhar ou servir, amar ou odiar, ficar alegre ou triste, com bom ou mau humor! As ações de trabalhar e servir pode parecer à mesma coisa, mas não são; os resultados são bem diferentes e no dia-a-dia.

 


A palavra "trabalho" tem sua origem no vocábulo latino "TRIPALIU" - denominação de um instrumento de tortura formado por três (tri) paus (paliu). Desse modo, originalmente, "trabalhar" significa ser torturado no tripaliu.

 


Nas Sagradas Escrituras Bíblicas após a expulsão do Jardim do Édem o homem (Adão) recebeu do Senhor a seguinte sentença: “...maldita seja a terra por tua causa. Tirará dela com trabalhos penosos o seu sustento todos os dias de tua vida.” (Gênese 3,17b). “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que fostes tirado...” (Gênese 2,19). O trabalho tem por isso o sentido de sacrifício = sacro(sagrado) - ofício (encargo/ocupação) Necessário, mas penoso, obra de Deus, mas cansativo.

 


Para ilustrar o tema: Deus enviou Jesus Cristo para mudar o cenário, de trabalhos penosos, que a humanidade vivia; com isso, desde sua vinda (ano zero) até hoje as pessoas se transformam aos poucos. A realidade hoje é outra para muitos. A história do Senhor Jesus é conhecida, Ele passou a servir e a ensinar esse princípio aos demais – como líder empreendeu sem recursos, pessoas ou tecnologia; com ousadia escolheu uma equipe sem preparo, serviu para prepara-los e desenvolveu esse princípio, que perdura por séculos (até hoje, ano 2014 dC). No entanto, sua maior marca foi a obediência, fazer tudo com e por amor ao Pai, vontade de realizar e de servir fez d’Ele um líder-servo.

 


Servir é fruto de uma visão de vida, é o resultado de um conjunto de valores cultivados e praticados, uma atitude e não a inclusão de alguns itens na agenda que demonstrem uma aparência para as pessoas. O servir é uma forma espontânea de dar, contribuir, amar; diferente do trabalhar, que é um meio de servir pela obrigação e subordinação por dinheiro. Quando fazemos algo de forma natural, sem obrigação, com vontade própria, a ação é realizada com felicidade e gratidão; com isso, o resultado e a possibilidade de sucesso são maiores. Na verdade, o aspecto mais comum que permeia essa diferença do estado de espírito das pessoas servidoras e trabalhadoras.

 

 

O “empregado trabalhador”, que serve a empresa com e por amor deveria ser chamado de servidor. Esse profissional geralmente demonstra um perfil diferenciado – está sempre bem, não fala mal de ninguém, está disposto a fazer qualquer coisa para o bem de todos e da organização; geralmente se cansa menos, pelo fato de não pensar e não carregar o peso do trabalho.



A empresa que busca qualificar seu colaborador, entende sobre a importância de manter o bem-estar. Como por exemplo, o modelo de gestão Lean da Toyota - o TPS é considerada uma filosofia de gestão que procura otimizar a organização de forma a atender as necessidades do cliente no menor prazo possível, com a melhor qualidade e ao mais baixo custo; ao mesmo tempo que pretende aumentar a segurança e a moral dos colaboradores.

 

 

De acordo com Liker (2004), “ferramentas e técnicas não são armas secretas para transformar uma empresa. O contínuo sucesso da Toyota na implementação de suas ferramentas origina-se de uma filosofia empresarial mais profunda baseada na compreensão das pessoas e da motivação humana. O seu sucesso, essencialmente, baseia-se na sua habilidade de cultivar liderança, equipes e na sua cultura para criar estratégias, construir relacionamentos e manter uma organização de aprendizagem”.

 

 


Pense nisso, sirva mais e pare de trabalhar, converta a sua visão e a forma de enxergar sua contribuição com o planeta; não se preocupe com o salário, pois a remuneração e/ou a recompensa de um serviço bem-sucedido é sempre melhor! O tema ilustra o peso que o trabalhador carrega em função da sua percepção de como vive. Basta mudar a forma de pensar e mudará a visão, o comportamento e a forma de entender e aceitar as coisas. Todos que servem têm mais gratidão pelo que fazem e valorizam sua contribuição ao ambiente que somos e não apenas fazemos parte dele. Deus provê na vida daqueles que servem por amor. O amor vem de Deus, por isso onde estiver o amor ali está Jesus Cristo. Siga o exemplo de um verdadeiro líder e obterá êxito nos seus serviços, leia o Novo Testamento e conheça melhor como fazer as coisas na visão de Deus, vale aprofundar!

 

Paulo Eduardo Dubiel
Executivo em Marketing e Negócios, Esp.