Correr Risco ou Esperar a Oportunidade

27/11/2017

Ariscar de forma inteligente pode ser estratégico; no entanto, quando a verdadeira consciência é a base da tomada de decisão, não há risco!

Correr Risco ou Esperar a Oportunidade 

Muitos ariscam outros ficam esperando; alguns desses alcançam resultados melhores que o esperado e os outros perdem tudo. Junto dos que arriscam, encontramos muitos ambiciosos e investidores que ganham e perdem muito; lógico que a minoria nesse grupo é que consegue resultados surpreendentes. O mais comum entre os brasileiros são os que arriscam aleatoriamente, sem qualquer base estratégica, pesquisa ou informação segura. É comum também os que esperam por uma oportunidade aleatoriamente. Os que esperam a oportunidade certa e arriscam com consciência, são os mais raros. Tanto arriscar, quanto esperar a oportunidade são ações estratégicas; nem sempre será momento de prosseguir, esperar ou arriscar. O importante é ser consciente na tomada de decisão, e como adquirir a verdadeira consciência.      

 

Há os grupos que não ariscam, se destacam por não seguirem e parem no tempo; esse grupo geralmente experimenta um resultado duro e às vezes desumano com a pobreza. Grande parte da população de classe média baixa e principalmente os de classe baixa, se acomodam na pobreza. Uns por preguiça, porém grande parte desse grupo não segue por falta de oportunidade – de um estudo de qualidade, de um trabalho digno, de servir com empenho e ser reconhecido e bem remunerado por isso.

 

Muitos são os tipos de personalidades comerciais, sociais, familiares e individuais. Assim como, muitas são as associações a essas personalidades; tal como, o senário externo e o ambiente que  permeia a existência de cada uma delas. Por essa razão o comportamento do consumidor é algo bastante estudado e disputado no mercado em ação; tal estudo merece o devido aprofundamento e atenção. Existem também os grupos que sofrem das patologias da alma, ou seja, as patologias psicológicas; tais como, os excessos de: comodidade, cautela, medo, ansiedade, ganancia, avareza, egoísmo etc.     

 

O fato não é diferenciar quem arrisca de quem não arisca. O fato é que uma decisão errada pode determinar o fim de um negócio ou dependendo da extensão, literalmente, até mesmo o fim da existência de um ser humano. A preparação é o segredo do sucesso! No entanto, não podemos nos esquecer da condição daqueles que não têm a oportunidade de manterem-se preparados, para conseguirem alcançar os seus objetivos. Um mundo melhor talvez existirá, onde todos serão tratados com o princípio da circularidade; o princípio da autopoiesis de Maturana e Varela. Ou quem sabe a solução está dentro de cada ser humano?

 

A limitação de cada ser humano é o fator determinante para gerar seu fracasso ou suas oportunidades e conquistas. Não existe limitação para o ser humano que vive, quem vive tem acesso ao ambiente livre do tempo e do espaço – na quarta dimensão, nos mundos celestiais não há tempo nem espaço. A maioria dos seres humanos simplesmente existe, por isso não vive e não tem acesso ao seu mundo espiritual; as suas forças internas espirituais permanecem adormecidas até que o espírito seja alimentado e exercitado.       

 

O ser humano que não conhece a si mesmo, dificilmente conhecerá um caminho melhor. Conhecer o próprio interior é querer conhecer a própria alma e/ou seu próprio espírito; é estar buscando algo superior. O ser humano que desenvolve o seu crescimento interior, alcançará a consciência espiritual e, com isso, a visão na quarta dimensão. A comunhão com Deus alimenta e instrui o homem pelo caminho que deve seguir, assim como os homens da nossa história – José, Moises, Davi. A consciência espiritual dirige a intuição assertiva. É importante entender que, independente de classe social, a preparação vem de dentro, e cada ser tem a sua oportunidade de crescer no seu ambiente.              

 

O ser consciente não erra, por isso não corre risco; ele segue a vontade de Deus. A consciência é um atributo do espírito do homem. Não há como falar em espírito sem antes grifar que o homem é formado de três partes, e cada parte se divide em mais três partes – corpo: cabeça, tronco e membros; alma: pensamento, emoção e sentimento; espírito: comunhão, consciência e intuição. Nós somos seres completos, quando exercitamos e alimentamos as partes por completo. O desequilíbrio dentro de nós mesmos é proveniente da desigualdade com que tratamos o nosso espírito, e até a nossa alma e corpo.

 

Falar em alma e espírito é como falar do corpo. O corpo é a matéria e a alma é  a mente – faculdade sensorial da inteligência –, ambos são inseparáveis e vivem juntos na terceira dimensão. O espírito humano é energia e vive na quarta dimensão, no mesmo corpo e alma. Acontece que, na sociedade, o mais   comum é focar a atenção no corpo, depois na alma; e quando se fala em espírito é uma confusão total – uns falam em espiritismo, outros em igrejas, religiões etc. O espírito é uma parte divina do ser humano que está ligada diretamente ao Deus Criador, pelo Espírito de Deus. Não podemos confundir a história de Deus, de Jesus Cristo e do Espírito com religião ou qualquer coisa criada pelo homem. Deus criou o homem e Jesus Cristo enviou o Espírito Santo Consolador para que nada mais nos falte.

 

O homem consciente acredita nisso, por isso vive as coisas de Deus e segue a direção de Deus; de um Deus invisível que não aparece e nem fala para o outro ouvir. O Deus que mantém ligação com quem está ligado a Ele, que mostrou ser verdadeiro na vida de José e de outros homens e mulheres que seguiram a sua direção. O Deus que conduziu e deu poderes a Moisés e a Davi. Esse Deus que não tem religião, não existe e vive. O ser humano que segue esse Deus pode até enfrentar situações difíceis e perdas; porém ele saberá que está no caminho certo, que não precisará reparar erros depois; que um negócio perdido é um negócio que não seria bom.

 

Há diversas funções inferiores e superiores do cérebro humano, ambas relacionadas à cognição e ao comportamento. É o que faz o ser humano na condição de animal, de ser mais medroso que os outros, por sua capacidade de prever quais serão as consequências no futuro daquilo que eles temem. A parte emocional fala mais rapidamente do que a parte racional. Enquanto os outros animais só adquirem medo naquele dado instante, pois eles não possuem a capacidade de antecipação e o espírito. Quando o espírito está vivo, ele atua de forma consciente; ao contrário, a alma atuará, com sua capacidade de projetar, prever e analisar dados de forma inteligente.       

 

A vida e a existência são dois caminhos distintos que seguem juntos até o fim da existência. É por isso que todos existem, mas nem todos vivem. A vida é o que está dentro de nós, é o ambiente do espírito, sem limites de tempo e espaço. A existência é tudo que está fora, são as coisas que compramos, que podemos ver; o nosso corpo e as nossas ações estão dentro da existência. Tudo que acontece na vida é para sempre e tudo que existe, sempre acaba.

 

Encontrar motivação na existência para viver e agir intuitivamente é impossível, só encontraremos motivação na existência para existir e ter. Aquele que quer viver e ser terá que alimentar a sua vida e buscar em Deus e dentro de si mesmo esse alimento. Os que querem simplesmente existir, buscam motivação e conforto na sociedade, encontram explicações na sua própria razão e decidem segundo os dados dos quais teve acesso. Decidir segundo a vontade de Deus é o mais seguro, porém a sociedade não entende dessa forma. A maioria quer resultado imediato, para satisfazer sua vontade; por isso tomam decisões precipitadas e depois permanecem reparando erros.

 

Tem grupos que sempre estão tentando seguir a vontade de Deus, outros apenas acreditam que seguem, os que seguem com um histórico a ser reparado e os que nem acreditam em Deus. Se o ser humano seguisse a direção de Deus, desde o começo de sua existência, seria um ser totalmente realizado. Porém, existem as raízes sociais e familiares, carregadas com as patologias da alma; com tudo, a decisão sempre será individual. Tudo pode ser reparado e recomeçado perante Deus, basta que cada um tome a sua decisão e siga. Seguir a vontade de Deus é estar preparado para renunciar as próprias vontades e viver.            

 

Para restabelecer o equilíbrio, o ser humano precisa reparar os seus erros do passado; para depois tentar desfrutar das coisas novas. Nós queremos sempre o melhor, mas nem sempre queremos pagar o preço do esforço, da falta de motivação e do sacrifício para sair da pobreza social. Aqueles que querem desfrutar das decisões assertivas, promovidas pela consciência e intuição, precisam exercitar a comunhão com Deus. Estar em comunhão com Deus, Jesus e o Espírito, pode parecer não ser tão difícil ou tão fácil como aparenta; mas é simples – basta decidir verdadeiramente e aceitar Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.

     

O fato é que o ser consciente dificilmente conseguirá o apoio da sociedade, nas suas projeções e previsões. A forma com que ele planeja, ou melhor, a fonte principal de informação que ele utiliza em seu planejamento, vem do absoluto, de Deus, de sua consciência e intuição. Quando o ser consciente alcança resultados milionários, então passa a ser considerado um “gênio” e a sociedade apoia pelo bem sucedido. Contudo, na verdade, o ser consciente não busca apoio, elogios ou aplausos; mesmo que os tenha, não será esse o seu objetivo. Um ser consciente vive para seu próximo, faz as coisas segundo a vontade de Deus; é um ser realizado por ser completo em espírito, alma e corpo. Um ser espiritual e celestial que vive em Deus e existe no mundo.

 

A escolha de cada ser humano é individual, e as suas decisões representarão o seu futuro. Ser bem sucedido financeiramente e ter as coisas que deseja é diferente de ser feliz. Para manter a felicidade a curto, médio, longo prazo, desfrutar de uma existência prospera e uma vida em paz, é necessária a visão consciente que vem do espírito; independente da condição social ou das oportunidades que o sistema público oferece. Enxergar as coisas além do que a sociedade e a razão humana impõem, é o mais indicado para diminuir os riscos numa tomada de decisão – seja ela qual for. Correr riscos calculados com base na inteligência pode ser uma solução imediata, contudo seguir a direção de Deus é o mais assertivo. Uma decisão certa pode conduzir um ser humano por toda sua existência, sem que tenha a necessidade fazer reparos. Hoje, a maioria dos seres apenas existe e consome seu tempo reparando erros – a decisão errada e o risco mal calculado gera o resultado errado, e a propagação do erro sempre gerará a necessidade de mais ações de reparo; com isso, um ciclo de erros e reparos podem impedir o crescimento humano.

 

Por Paulo Eduardo Dubiel 
Executivo em Gestão de Marketing e Negócios, Esp.

www.peds.com.br