Árvores gigantes e antigas ameaçadas

25/04/2016

O homem confunde desenvolvimento social e econômico com a destruição do meio ambiente.

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Foto ilustratuva 

Por Olheinfo – O desenvolvimento de uma Nação, com toda sua infraestrutura, independe da depredação do meio ambiente. O homem quer mudanças, de preferência com facilidades; por isso mudam cenários e não se desenvolvem. A característica de desenvolvimento é bem mais complexa que simplesmente mudar cenários e construir estradas e fábricas.

 

O desenvolvimento sustentável é inteligente, tem por objetivo o crescimento econômico associado ao bem-estar social e humano. Para isso, o mais importante é preservar àquilo que gera qualidade de vida. Com carros de luxo e sem oxigênio fica ruim! O melhor seria dirigir os tais carros, contemplando a beleza natural e a vida saudável como um todo.

 

O desenvolvimento predatório é responsável pelas mudanças climáticas, ele interfere na sobrevivência dos seres vivos. Diversas ações na verdade são impensadas e até irresponsáveis, como por exemplo: o alagamento de regiões inteiras de matas nativas para construção de hidrelétricas. Necessidade que poderia ser suprida com a captação eólica, por meio de placas etc.

 

As mudanças climáticas e os fenômenos meteorológicos extremos ameaçam a sobrevivência das florestas de árvores gigantes e antigas, ao limitarem sua capacidade de adaptação às mudanças, diz um relatório publicado no sábado (23/04/16).

 

“As árvores gigantes e antigas necessitam de longos períodos de estabilidade para sobreviver, o que está se transformando em algo muito raro em um mundo que muda rapidamente”, alertou o coautor da pesquisa, Bill Laurance, em comunicado da Universidade James Cook, na Austrália.

 

Cientistas da Universidade James Cook e da Universidade Nacional Australiana (ANU, sigla em inglês) que participaram da pesquisa revelaram que as condições que permitem que as árvores alcancem grandes dimensões estão mudando.

 

“As árvores gigantes antigas são suscetíveis a uma infinidade de ameaças, incluindo o desmatamento, a poda, a agricultura, as secas, os incêndios, as tempestades, as espécies invasoras, o desenvolvimento de infraestruturas feitas pelo homem e as mudanças climáticas”, segundo o estudo.

 

Vários cientistas consideram que o aumento do nível de CO2 atmosférico beneficiaria essas árvores, ao fertilizá-las e aumentar sua taxa de crescimento, mas outros acreditam que as mudanças climáticas agravariam a intensidade de tempestades e secas, e favoreceria a expansão de formas de vida que estrangulariam essas plantas.

 

No entanto, segundo o coautor do estudo, David Lindenmayer, da ANU, o risco é que “muitas árvores gigantes antigas ampliariam suas taxas de crescimento, e elas já vivem perigosamente no limite em termos do uso de água disponível e a vulnerabilidade às secas”.

 

A pesquisa focou em árvores que estão entre as 5% maiores dentro de suas espécies, entre elas a sequoia gigante, da Califórnia, (Sequoia sempervirens), que pode atingir mais de 115 metros de altura.


Fonte: Ambiente Brasil, com Terra