Brasília não está preparada para grandes eventos
10/06/2013

A PM, ao que parece, está confundindo grandes eventos com guerra; no primeiro jogo recebido no Estádio oficial, os responsáveis falaram mais de polícia, repressão, cadeia, prisão, que de alegria, segurança e diversão.


Fotos Divulgação 

Olheinfo – Nos preparativos para o último jogo que aconteceu no Estádio Mané Garrincha, a imprensa noticiou, de forma amedrontadora, a força policial, delegacia, possibilidade de prisão etc.; para alertar o cidadão. O jogo foi sucesso, mesmo com o valor do ingresso a um preço absurdo para o consumidor, os organizadores faturaram milhões, porém aos cofres públicos apenas o dinheiro da faxina – R$ 4.000 mil. No entanto, o que importa para o GDF é o nome do governador à frente de tamanha obra e grandes eventos.

 

Os correspondentes da imprensa internacional conferiram, em Brasília, o treinamento do Bope, batalhão de cães e polícia de choque, que atuarão na Copa das Confederações e do Mundo. "A Polícia (Militar) pensou em todos os cenários (de distúrbios) possíveis e está preparada para qualquer eventualidade", avaliou o jornalista da agência internacional de notícias Associated Press, com sede em Nova York, Marco Sibaja.

 

Porém, o jornalista não avaliou o preparo psicológico e emocional dos soldados, como também não conhece o histórico de algumas fatalidades que já aconteceram em Brasília, sem tumulto; como a morte do adolescente que foi baleado em plena W3 Norte – ele estava com sua namorada parado no sinal, dentro do carro, quando o soldado de dentro da viatura da PM alvejou o rapaz. Sinais de despreparo são muitos, basta verificar o caos no trânsito, num pequeno acidente, conduzido pela PM ou Detran.

 

Lidar com multidões, usando armamentos pesados, cães e a força policial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), pode até ser eficiente num primeiro momento, porém caso haja revolta da multidão, muitos poderão sair feridos; principalmente quando o efetivo não está psicologicamente preparado para esse tipo de cenário. O Bope, que segundo a Secretaria de Segurança é a "primeira linha de defesa imediata" em caso de ataques com armas ou artefatos químicos, biológicos e radioativos ou que resultam em reféns, levou os correspondentes até sua área de treinamento.

 

Os repórteres estrangeiros conheceram robôs e equipamentos de enfrentamento a terroristas, sequestradores e resgate de vítimas mantidas em cativeiros, assim como desativação de bombas e invasão de áreas tomadas por criminosos (casas, prédios etc.). Um cenário de guerra, totalmente diferente do contexto urbano; porém, todos aplaudiram.            

 

Resta entender que “pimenta nos olhos dos outros não ardem” e que Brasília sequer sediou um grande evento nacional de futebol. Medidas mais moderadas e efetivas deveriam estar sendo apresentadas, para garantir a segurança dos torcedores. A realidade é que Brasília não está preparada para grandes eventos, igual ao Rio de Janeiro, São Paulo etc., não tem experiência e tudo será uma novidade!      

 

Por Paulo Eduardo Dubiel 

 

Leia mais com Agência Brasília

PM MOSTRA PREPARATIVOS PARA GRANDES EVENTOS

 

Correspondentes da imprensa internacional conferem, em Brasília, treinamento do Bope, batalhão de cães e polícia de choque, que atuarão na Copa das Confederações e do Mundo

 

10 DE JUNHO DE 2013 ÀS 16:05

 

Agência Brasília - Correspondentes de meios da imprensa da China, Rússia, Estados Unidos, Cuba, Venezuela e Uruguai conheceram hoje os preparativos da Polícia Militar do DF para garantir a segurança durante os grandes eventos que Brasília receberá, como a Copa da Confederações e do Mundo, entre outros.

 

"A Polícia (Militar) pensou em todos os cenários (de distúrbios) possíveis e está preparada para qualquer eventualidade", avaliou o jornalista da agência internacional de notícias Associated Press, com sede em Nova York, Marco Sibaja.

 

Ele e o restante do grupo– composto por profissionais que trabalham em rádio, canal de televisão, agências de notícias e jornais –puderam ver demonstrações de operações do Batalhão de Choque apoiadas pelos dois blindados Centurion, projetados e recém adquiridos por essa força.

 

"É interessante, para nós, conhecer e compreender o trabalho da polícia", disse o representante da agência cubana de notícias Prensa Latina, Leovani Garcia.

 

Os repórteres estrangeiros também acompanharam simulações de abordagens policiais com cães e como esses animais atuam na detecção de explosivos, drogas.

 

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), que segundo a Secretaria de Segurança é a "primeira linha de defesa imediata" em caso de ataques com armas ou artefatos químicos, biológicos e radioativos ou que resultam em reféns, levou os correspondentes até sua área de treinamento.

 

Eles conheceram robôs e equipamentos de enfrentamento a terroristas, sequestradores e resgate de vítimas mantidas em cativeiros, assim como desativação de bombas e invasão de áreas tomadas por criminosos (casas, prédios etc).

 

O chefe de Comunicação Social da PM, coronel Zilfrank Antero, ressaltou ao grupo de estrangeiros que "a Polícia Militar estava preparada para grandes eventos mesmo antes de eles serem confirmados no Brasil", e ressaltou que a tendência é o aprimoramento da segurança em Brasília.