GDF e o mercado asiático
 04/06/2013 

O GDF, aos poucos, permite que os asiáticos se beneficiem daquilo que seria dos brasileiros.

 

Olheinfo – Oferecer vantagens para as indústrias estrangeiras parece ser melhor negócio que para as nacionais, na concepção estratégica e tática do GDF. No entanto, nós brasileiros é que pagamos toda a estrutura de um estado que mal produz renda própria e gasta, muitas vezes, sem o mínimo de consciência. O Parque Tecnológico Capital Digital foi criado para a capital federal e não para os asiáticos.

 

Os representantes do Keit estão interessados nas vantagens de infraestrutura, econômicas e fiscais que o GDF ofertou. Até o momento não se sabe qual foi o montante de benefício ofertado; apenas que, o secretário de Desenvolvimento Econômico como parte dos atrativos, sinalizou o incentivo fiscal, com abatimentos de impostos e, segundo ele, que Brasília teria muito mais a oferecer.

 

Brasília tinha – pois com o fechamento desse negócio não terá mais –, a intenção de sediar um dos maiores polos nacionais de tecnologia da informação; porém, com essa possibilidade de agrupar empresas sul-coreanas, o Parque Tecnológico Capital Digital, localizado entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília, poderá ser considerado o polo internacional de tecnologia.

 

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Gutemberg Uchôa, a chegada das empresas sul-coreanas à capital abrirá um leque de oportunidades para que outras corporações internacionais também se mudem para o Parque Tecnológico, que está em fase de construção no DF desde o  final da década de 90.

 

"Brasília dispõe de condições privilegiadas no cenário nacional, como, por exemplo, a mão de obra qualificada para trabalhar nessas empresas", lembrou Uchôa. Porém, parece esquecer que, no Brasil há diversas empresas com interesse no incentivo fiscal e abatimentos de impostos, tão grandes como a sul-coreana e com a vantagem de ser nacional.

 

O Governo do Distrito Federal, na gestão Agnelo Queiroz, demonstra uma atração por empresas asiáticas, iniciando as relações contratuais, sem licitação, com a consultoria da Jurong. Fato que abalou as relações internas com os profissionais do segmento, movimentando bancadas do Senado Federal, Câmara Federal e Distrital, imprensa e sociedade; tendo no final, caído no esquecimento e permanecido sem muitas explicações.

 

A expectativa do GDF é que empresas asiáticas decidam vir para Brasília e se instalem no Parque Tecnológico Capital Digital, fato que, a longo prazo, poderá gerar um desequilíbrio social, se compararmos a cultura coreana com a brasileira. Gerar oportunidades de trabalho e beneficiar indústrias é totalmente coerente se o beneficiário for o contribuinte; ao contrário, é injusto, nós brasileiros pagarmos por toda estrutura e os coreanos lucrarem.

 

Por Paulo Eduardo Dubiel         

 

 

Leia mais, com a Secretaria de Comunicação do GDF

   

Empresa que faz peças para aeronaves iniciou entendimentos com GDF, que hoje recebeu comitiva do país asiático interessado em investir na região

 

A Korea Aerospace Industries (KAI) – fabricante de aeronaves – pode ser a primeira empresa da Coreia do Sul a se instalar no Distrito Federal, onde intensificou entendimentos com o governo para negociar a abertura de uma filial, informou hoje o secretário de Desenvolvimento Econômico, Gutemberg Uchôa.

 

"Houve sinalização para que essa empresa se instale no DF e vai ter a segunda rodada de conversas no final de junho ou início de julho", declarou Uchôa, após se reunir com representantes do país asiático, com quem abordou o assunto, entre outros temas afins.

 

Fundada em 1999, a empresa produz aeronaves – como o T-50, modelo supersônico de treinamento e caça, e o KT-1, um turboélice monomotor para treinamento de pilotos de caça –, peças para aviões de asas fixas e rotativas, além de turbinas para helicóptero.

 

O encontro do secretário com integrantes do Instituto de Avaliação Coreano de Tecnologia Industrial (Korean Evaluation Institute of Industrial Tecnology - Keit), serviu para tratar os interesses da KAI assim como o de outros grupos empresarias sul-coreanos.

 

"Queremos aprofundar a ideia de trabalhar juntos em pesquisas, principalmente nos setores aeronáuticos e de agricultura", revelou o diretor do Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento para Indústria e Convergência do (Keit), Han Sang Cheol.

 

De acordo com ele, num segundo momento, "queremos continuar os contatos com o Governo do Distrito Federal para estudar a instalação de outras empresas da Coreia do Sul em Brasília", conforme falou.

 

Os representantes do Keit também escutaram de Uchôa as vantagens de infraestrutura, econômicas e fiscais que a região oferece e que foram definidas para torná-la um dos maiores polos nacionais de tecnologia da informação.

 

"Brasília dispõe de condições privilegiadas no cenário nacional, como, por exemplo, a mão de obra qualificada para trabalhar nessas empresas", lembrou o titular da pasta.

 

O próximo passo para continuar as negociações será a produção de um memorando com as intenções dos dois governos, onde as instituições brasilienses Fundação de Apoio a Pesquisa e a Universidade de Brasília poderão participar como geradores de conhecimento para a produção de novas tecnologias.

 

O interesse dos sul-coreanos ganhou impulso desde a reunião entre o embaixador Bom-woo Koo com o governador Agnelo, ocorrida no dia 7 de maio, ocasião em que o diplomata foi apresentado aos benefícios de se investir no DF.

 

De acordo com o secretário, a chegada das empresas sul-coreanas à capital abrirá um leque de oportunidades para que outras corporações internacionais também se mudem para o Parque Tecnológico, que está em fase de construção no DF.

 

Como parte dos atrativos, o titular da pasta prevê o incentivo fiscal, com abatimentos de impostos, mas, segundo ele, Brasília tem muito mais a oferecer.

 

"Acreditamos que o diferencial que move a empresa e faz com que ela decida investir aqui é a possibilidade de comercialização de seus produtos e a expansão, e, para isso, nós temos um cenário favorável", garantiu Uchôa.

 

A expectativa do GDF é que as empresas asiáticas, ao decidirem vir para o Brasil, se instalem no Parque Tecnológico Capital Digital, localizado entre a Granja do Torto e o Parque Nacional de Brasília.

 

Fonte: Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal