Mistério das capas mancha a vida do coronel Suamy
 15/04/2013

A atitude do governador Agnelo Queiroz foi rápida, ao exonerar o ex-comandante geral da PM; quando a licitação das capas de chuva, por qualquer razão, “sujou”.   

 
Foto: reprodução - 
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Olheinfo – Atitudes semelhantes já foram adotadas por este governo, porém o mesmo segue concluindo as vontades pessoais do governador, que age impulsivamente com apoio, quase que absoluto, da CLDF. A repercussão dessas ações está refletindo na vida social do DF e refletirá ainda mais em um  futuro próximo, relacionado ao bem-estar social.

 

Hoje Brasília vive momentos de terror, cidadãos com medo de sair de casa e vivendo sem lazer, de forma fria e triste; longe daquela capital florida e alegre de dez anos atrás. O cidadão se pergunta: o que será do futuro da nossa capital? Outros estão buscando moradia nas cidades mais acolhedoras e poucos estão vivendo felizes.

 

A questão é nacional, problemas ligados à economia, segurança, saúde, educação; no entanto, o processo de gestão adotado por este governo na capital do país agrava as condições de vida de quem nela habita. São mandos exagerados, desmandos, negócios inoportunos e a ausência de infraestrutura que proporcione vida social.

 

A exoneração do ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal coronel Suamy Santana, o mesmo que, em cadeia de televisão, declarou ao vivo: “não sou ladrão, não sou corrupto, tenho 30 anos de serviço e ficha imaculada”; falou para seus filhos, amigos, parentes, sociedade e servidores de corporação e ao final chorou. Foi o exemplo do prejuízo que a política adota, da mesma forma outros servidores de carreira foram exonerados nesta gestão; inclusive Delegacias de Polícia foram fechadas. Basta “entrar no caminho de quem não deve”.

 

Em nota, o governador considerou a compra do material como um "ato desmedido" e determinou a suspensão da licitação. O anúncio da compra causou embaraço ao governo, pois nos meses em que serão disputadas as copas das Confederações e do Mundo – junho e julho – são de seca em Brasília. Ora suspender a licitação era o mínimo, porém exonerar um servidor de carreira da sua função, sem ao menos apurar, é exagero. E a imagem do coronel perante a sociedade?

 

O coronel afirma durante entrevista ao G1: "burro eu não sou, e seria incapaz de comprar 17 mil capas de chuva para serem usadas no período de seca no Distrito Federal, na Copa do Mundo. Seria o cúmulo da idiotice". Porém a licitação só não aconteceu por que alguma coisa interferiu ou deu errado, o que será? Isso não foi comentado.

 

Para esse assunto chegar tão rápido ao governador, com tamanha repercussão, e o mesmo determinar suspenção da licitação e exonerar o comandante, é um mistério que ninguém saberá. Certo ou errado, e com explicações furadas de todas as partes envolvidas, o cenário é de desconfiança e corrupção. O destaque ao assunto é que segundo o relatório, a quantidade, preço e especificações técnicas do produto estavam de acordo com as necessidades da corporação, sem qualquer indício de problema legal ou técnico nas compras.

 

Parece que o coronel foi omisso ou optou por não se envolver, com as informações que apontariam o verdadeiro criminoso ou aquele responsável pela indicação do fornecedor etc.! Será que o GDF incorpora aquela velha e conhecida máfia das licitações públicas? A mesma que articula o esquema de recebimento de propina e comissão? Se a atual Secretaria de Transparência investigar a fundo cada licitação, inclusive a compra de espaços publicitários, provavelmente terá resultados semelhantes aos que levaram a suspenção da licitação das capas de chuva.

 

A Secretaria de Transparência e Controle do Distrito Federal sugere que mais empresas sejam consultadas a fim de estabelecer um preço ainda mais próximo da média praticada no mercado. O preço máximo estabelecido para cada unidade, R$ 395, está dentro do praticado no mercado, segundo uma pesquisa de preços realizada durante a licitação, que consultou duas empresas de São Paulo e uma do Distrito Federal. A diferença de preço é grande, se comparada com os praticados nas lojas, que vendem entre R$ 50 e R$ 60; são 658% de diferença, mais que o dobro do superfaturamento das vacinas que ficou em 265% a mais do valor praticado e não teve nenhuma punição.

 

Parece que as punições são imediatas quando o assunto envolve investigação, polícia e Delegacias; principalmente as voltadas para o GDF. O exemplo é a DICAT - Delegacia de Crimes de Alta Tecnologia, que foi fechada pelo governador. A Delegacia investigava os crimes que crescem a cada dia na internet, causando danos diretos e muitas vezes irreversíveis ao cidadão. Porque a Delegacia foi fechada? Porque O GDF vez contrato com empresa asiática sem licitação e não deu oportunidade aos profissionais da própria capital? Porque o GDF gasta o dinheiro do cidadão com aluguéis de carros e não investe na compra da frota do GDF? Porque não encontramos os gastos do gabinete do governador no  Demonstrativo da Despesa por Órgão/Unidade Orçamentária GDF? São infinitas interrogações e dificuldades para ter acesso a verdade, que só favorecem o “deixa pra lá”.

 

Agnelo é o governador mais bem aliançado politicamente que já assumiu o GDF. Excelente! Para ele, seu partido e demais deputados que esperam uma comodidade maior; porém, para o cidadão e as famílias que vivem na capital tudo mais parece um teatro com informações controversas, explicações pela metade e ações pessoais e impulsivas que favorecem apenas os políticos.

 

Brasília está definindo suas características sociais. Depois de Roriz e Cristovam Buarque tudo está se transformando numa mantenedora de políticos sem compromisso com o bem-estar social e o futuro da nação. Cada um, tira e recebe o que pode e paga o acordado; não se salva nem bispos de igrejas quando assumem funções públicas.

 

Por Redação Olheinfo